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Por Luis Eduardo Ribeiro
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15 de junho de 2007 |
Pensa!
Nº 233
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Comprometeu sua segurança trocando-a, em alguns momentos, por um pouco mais de alegria. Se levaram algo dele, pelo menos não foi o seu sorriso.
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Não adiantou ela explicar para ele que o ciúme dele era algo quase irracional. Algo no cérebro dele que o impelia a sentir daquele jeito em excesso. Como ele não entendia de jeito nenhum, ela pediu para o amante neurocientista sair de debaixo da cama e explicar melhor.
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O candidato estava frustrado com a apresentação que a agência de publicidade fez para a proposta de sua campanha. No briefing, quando ele disse que queria uma arma apontada para a cabeça de cada eleitor, não era no sentido figurado.
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Olhou nos olhos do criminoso. Ele estava prestes a ser morto na cadeira elétrica. Percebeu que uma mesma lágrima corria nos olhos seus e nos do bandido. Gritou que segurassem a chave da força e foi até a cadeira. Enxugou a sua lágrima e a dele. Segurou sua mão por alguns segundos e entregou a ele um lenço que tinha um detalhe da bandeira do país. Naquela hora não importava mais se ele era culpado ou inocente. Alguns diziam que se fazia justiça ali naquela sala. Outros demoravam, mas entendiam que na verdade ali era onde se fabricava uma sociedade.
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Não culpava a sociedade, nem seus pais, nem seus genes e nem as reações químicas de seu cérebro pelo seu temperamento, comportamento e modo de pensar. Só queria se apaixonar e gastar de outra forma o tempo que fica buscando culpados.
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Pensa! - Achava que podia mudar. Passou a vida inteira achando a mesma coisa.
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®2007
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