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Pensa!
 
Não me restam fórmulas. Apenas tentativas.
Pensa! - Nº 237 - Pessoagens: Parte I E-mail
Por Luis Eduardo Ribeiro   
09 de julho de 2007
Pensa!
Nº 237
Pessoagens: Parte I
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Estragou de propósito seu vestido de noiva a minutos do casamento. Ela chorava ao espelho dizendo que não era perfeita, que queria um vestido que representasse isso e que queria ser aceita assim.
No fundo, ela não precisava ter rasgado o vestido. Ninguém enxerga a parte de dentro.

 

 


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Esbravejou do alto: "Status não tá com nada" Enquanto descia, agradecia aos amigos aplaudindo. Uma menina veio e o beijou.

 


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Só não era mais deprimido porque se odiava a ponto de contradizer a si mesmo, ficando feliz de vez em quando, apenas para irritar-se. Ria com alegria, mas só de sacanagem.

 


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Um jovem empreendedor bastante ignorante não entendeu muito bem os muitos panfletos que informavam sobre as vantagens da reciclagem. Foi a única vez na história em que alguém propositalmente montou uma fábrica de lixo.

 


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Treinava-se para conseguir aceitar e conviver com algum nível de verdade, por mais gélida que ela fosse. No final, apenas fingia que vivia à base de verdade. Ilusões são tão mais sedutoras e confortáveis e também, não importando para onde olhava, praticamente só havia elas.

 

 





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®2007

 
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