|
Pensa! - Nº 238 - Pessoagens: Parte II |
|
|
Por Luis Eduardo Ribeiro
|
|
16 de julho de 2007 |
Pensa!
Nº 238
Pessoagens: Parte II
+++
AVISO: Houve problema no envio do PENSA da semana passada Nº 237 - Pessoagens: Parte I. Não foram todos que receberam. Quem não recebeu e quiser ler, é só visitar www.luisones.com e na própria HOME você verá o 238 (este) e o 237 (o outro).
Obrigado e desculpem-me o incoveniente.
+++
A prova exigia uma dissertação complicadíssima e, de tão nervoso, acabou quebrando a ponta do grafite ao iniciar o texto.
Ao apertar o botão na parte de cima de sua lapiseira não foi mais grafite que surgiu do oríficio na outra extremidade, mas sim um texto completo, de 8 parágrafos, muito bem formulado, argumentado e concluído.
A pontuação impecável e a sintaxe irretocável davam estrutura digna a uma dissertação tão bem articulada.
Escondeu o sorriso, entregou a prova.
Tirou 0. A prova era à tinta.
+++
Entrou em uma espiral psicológica negativa que o levou para o fundo do poço. Tudo começou com um café meio morno.
+++
Ele achava que precisava dela tanto quanto precisava de oxigênio. Tinha esquecido que até o ar podia conter impurezas.
+++
Amava seres humanos tanto quanto ficar sozinho. Sua definição de felicidade era tecnicamente impossível de ser alcançada, gramaticalmente incoerente e até ofensiva em algumas interpretações.
+++
A humanidade não está perdida. Sabe perfeitamente onde fica sua bunda para poder ficar sentada em cima dela.
+++
Se você conhece mais alguém que irá gostar desta leitura segmentada, recomende o Pensa
Pensa!
®2007
|
|